Domingo, 3 de Setembro de 2006

XIX Capítulo " O Sobrinho Pródigo "

Depois de descermos à Terra com a ajuda do despertador que nas suas ondas radiofónicas passava as duas vozes mais imortais de todos os tempos Monserrat Caballé e Freddie Mercury cantando Guide Me Home ".

Acordamos enroladinhos um ao outro, mas tão tarde que quase perdíamos o tino as horas para entramos nos nossos empregos e praticamente engolimos o pequeno almoço logo depois dum duche rápido, que para nosso pesar teve que ser rápido apesar das mil delícias trocadas durante a noite e nos apetecer trocar outras mil.

Nos despedimos a pressa dos meus pais e só para ajudar ao atraso tinha acontecido um acidente mesmo na rua por vai o autocarro que nos levaria ao Cais do Sodré, nos restando apenas a alternativa do eléctrico que devido ao acidente estava superlotado , mas que remédio tínhamos que ir nele e boa parte da viagem foi feita em pé; mas no meio do azar tivemos a sorte daquele eléctrico estar cheio de alunos da Universidade Aberta e ter esvaziado assim que parou na paragem existente em frente da dita universidade, ficando os lugares sentados ocupados por nós e alguns turistas que vinham do largo de São Pedro de Alcântra.

A nossa primeira paragem assim que chegamos ao Cais do Sodré foi o sempre crónico British Bar para bebermos um revigorante café com muitos beijos vulcânicos, beijos escaldante, vulcânicos e profundos que quase faziam evaporar o café ou corar a estátua do Duque da Terceira de vergonha, mas a minha princesa imperial queria mais beijos e muito mais carinho e impulsiva como sempre disse:

- Meu amor lindo, te importas que eu te leve aos comboios ?

- Não minha princesa, eu te ia pedir o mesmo.

E de braço dado atravessamos a avenida 24 de Julho até a estação de comboios e antes de eu apanhar o comboio que me levaria a Oeiras, donde depois tomaria o transbordo para a Microsystems, demos por nós a trocar longos, escladantes, vulcânicos e profundos beijos até que o sistema sonoro da estação alertar que o comboio para Oeiras estava para partir, nos arranjamos e segui para o comboio que ia para Oeiras, mas a música que ouvi de manhã me soou a presságio que algo iria acontecer e fiquei preocupado com a minha rosa de rubis e esmeraldas e lhe disse para ela ligar-me assim que chegasse ao emprego.

Bem quando o comboio partiu ainda deu para eu acenar um rápido adeus a minha doce dona do meu coraçãoe eu ansiava pela sua chamada que acabei por receber quando o comboio passava na estação de Belém e aí sosseguei o meu coração porque a sua dona tinha chegado bem ao seu emprego.

Depois de saber que o meu amor tinha chegado bem ao seu trabalho desviei um pouco o pensamento para os nossos amigos que estavam internados e cuja recuperação estava a espantar os médicos dado estar a ser mais rápida que a média e aproveitei para ligar para as respectivas enfermarias e lhes pedir que me ligassem se houvesse alguma alteração no estado de saúde de ambos.

E acabei chegar a Oeiras onde fui dos primeiros entrar no transbordo e a minha companheira de sala temporária, Susana, se sentou no lugar normalamente ocupado pelo Gianni e me veio lembrar de novo da empreitada de Mac's que tínhamos para consertar além de termos que cuidar de alguma parte burocrática que depois seria completada pela secção de contabilidade, mas para suportar a relativamente longa viagem de autocarro entre a estação de Oeiras e a Microsystems peguei meu mp3  e tentei achar uma estação de rádio que passasse alguma música que eu gostasse mas foi trabalho em vão e acabei por me concentrar num clássico imortal que tenho gravdo no mp3 que é greatste hits I dos Queen e me encostei a cadeira e deixei-me levar pelas notas das imortais melodias dos imperadores do rock.

E quando chegamos a Microsystems foi a minha amiga Susana que me acordou do meu casulo musical que tínhamos outra viagem no meio do mar das maçãs policromáticas de silício que nem 5 % da doçura do mar verdadeiro tinham, uma amargura que nem os nossos colegas que cuidam das entradas e sáidas invejam porque em boa parte eram probelmas evitáveis se tivessem o mínimo de atenção mas era trabalho e tinha que ser feito.

Mal entramos na nossa sala nos atiramos aos Mac's como um cão de caça se atira a uma peça de caça e começos a trabalhar que nem uns mouros pelo menos até a hora do almoço e não haveria nada nem niguem que nos parasse a não ser o sinal para o almoço, e de facto o sinal da hora de almoço foi a única coisa que nos interrompeu naquela manhã cheia de trabalho.

Quando me sentei na mesa da cantina a almoçar ouvi uma musica de fundo que poderia ser um presságio sobre aquilo que poderia acontecer no resto dia que eu tinha pela frente ou uma mensagem para mim escondida nas notas da imortal despedida do imperador Mercury do mundo dos vivos "These Are The Days of Our Lives" mas a intemporal música ficou gravada nos meus ouvidos e me acompnahou durante o resto do dia de trabalho até que o meu telemóvel toca e era o Gianni a dizer que tinha hoje alta e que iria fazer o resto da recuperação ao lado da sua sempre eterna Maria e que queria que eu fosse buscar e assim que desliguei me lembrei de algo que o meu avô me disse sobre as enfermarias dos hospitais estarem pejadas de gente incompetente tirando uma ou outra honrosa excpeção, mas nem com passar dos anos a a situação melhorou.

Mas estava tão afundado nos meus pensamentos que esqueci-me do meu trabalho e da presença da amiga Susana que deu-lhe hoje para interromper os meus pensamentos e desconfiava que a chamada tinha a ver com o Gianni.

- Então como ele está ?

- Ele quem, o Gianni ?

- Sim.

- Vai completar a recuperação em casa.

- O que ele tinha eram saudades dos miminhos da Maria.

- Não, que ideia.

E retornamos ao serviço para as maçãs de sílicio multicolores, para o acabar e mal demos por isso já estávamos a fazer o relatório para facturação que iria ser feita pelo pessoal da contabilidade e mal esse serviço está concluído toca de novo o meu telemóvel  e era a minha sereia para dizer que o nosso idosos amigo de brancas cãs estava para ter alta também hoje e fiquei surpeendido com a rápida recuperação do nosso amigo Pedro depois do enorme susto que teve, mas ao mesmo tempo me encontrava numa camisa de 12 varas por que o Gianni já me tinha pedido para o ir buscar e o nosso amigo Pedro também queria o mesmo e nem sabia como haveira de fazer para poder chegar em tempo útil aos dois hospitais mais extremo a extremo da Cidade do Porto de Ulisses.

Voltei a ligar para o meu amor para saber como haveriamos de resolver a situação:

- Minha rosa de rubis e esmeraladas como tens estado.

- Bem, meu rei.

- Como vamos fazer isso de ir buscar o Gianni ao São Francisco Xavier e o Pedro a São José.

- Bem para irmos buscar o Gianni  os pais dele nos dão boleia.

- E depois .

- Depois nos dão boleia pelo menos até ao Cais do Sodré.

- Ainda bem que temos tranporte meu amor, assim já sei como fazer as coisas, mil beijos escladantes.

- Para ti também meu fofo.

Com o problema do transporte resolvido, voltei ao meu serviço na maior das calmas e Cronos foi ditando a sua lei e quando dei pela trombeta de Cronos, já o horário de serviço tinha chegado ao fim, só faltando preencher a sempre muito burocrática folha de serviços para se dizer o que se tinha feito durante o dia.

Bem pouco mais se fez do que tapar a mancada monumental da maçã policormática e tinha uma certa preocupação se o serviço seria pago, mas nesse ponto a cambada da contabilidade que se arranjasse porque já não eram contas nem do meu nem do rosário da Susana.

Marquei a hora de saída e segui para o transbordo sem saber o que poderia acontecer durante o resto do dia e como tem acontecido de tudo um pouco acabei por deixar de fazer grandes planos e passei a viver cada dia como fosse o último e pensando assim cheguei a estação de Oeiras, onde me despedi da Susana que seguia para sua casa em Cascais enquanto eu esperava por um comboio que me levasse ao Cais do Sodré.

Por estúpida coincidência chegaram ao mesmo tempo o comboio para Cascais e o comboio para o Cais do Sodré e seguimos para os nossos afazeres domésticos e eu no comboio a procura duma música que me animasse mas a única coisa que podeia animar naquele momento seria um longo e vulcânico beijo da minha rainha que estara a minha espera no Cais do Sodré.

Com tanta procurar nas ondas da rádio acabei por achar um dos originais dos imortais do rock da altura em que eles tinham arranjando um vocalista novo e me deixei embalar pela música, e embalado pela música cheguei ao Cais do Sodré onde a minha imperatirz de rubis e esmeraladas feitas com o doce sabor do chocolate branco me esperava.

Mas o desejo de nos beijarmos era maior que todas as montanhas, maior que todos os habitantes do universo e maior que fogo de todos os vulcões da Terra, e tal calor se concentrou nos nossos lábios que se fundiram num só torcando ardentes ósculos que nos fez ficar alheios do mundo a nossa volta, e uma inusitada sms dos pais do Gianni nos fez descer a terra mas cheios de desejo de muito mais calor e a sms era para nos alertar que já estavam no Terreiro do Paço que estavam a caminho do Cais do Sodré.

Demos um jeito para endreitar as nossas roupas que com a lava do vulcão do amor se desalinhou toda e esperamos por eles a porta da estação ferroviária e a espera não foi muito longa e nos pusemos a caminho do São Francisco Xavier e no caminho apanhamos a doce Maria que tinha recuperado a beleza radiosa que tinha antes do ataque cardíaco do seu eterno Gianni e assim que chegamos ao hospital do Restelo e a enfermaria onde o Gianni passou estes últimos dias, o vimos de pé a cuidar da burocracia relativa a alta e já tinha arrumado parte das suas coisas.

Assim que viu a sua doce Maria foi recebido por ela por um longo e escladante beijo cheio de muitas saudades fazendo o meu amigo deixar cair os documentos da alta e assim que desceram ao terceiro calhau a contar do Sol, a sua doce Maria o ajudou a se arranjar e a preencher a papelada.

Depois fomos ao bar beber um café em comemoração da rápida recuperação do nosso amigo mas tínhamos a cabeça no nosso amigo Pedro que tmabém estava ansioso para seguir para casa para os braços da sua eterna D. Claudinha, mal eu sabia que essa derradeira visita hospitalar ao nosso amigo trazia uma supresa estranha para todos nós e e que iria mudar a vida do nosso amigo Pedro duma forma extrema, como do dia para a noite.

E essa mudança radical iria surpreender muita gente e surpreendeu em especial por se sabe quem foi o responsável por essa mudança radical que poderia alterar o rumo da vida de toda a família do nosso idoso amigo.

Fomos recebidos na enfermaria onde está o nosso amigo internado pela sua sobrinha mais velha, Elizabeth e um dos seus filhos gémeos, João Paulo e ambos disseram que o nosso amigo tinha algo para dizer a todos os membros da sua família e a nós como os melhores amigos que ele teve na sua vida, e é uma decisão que ele tomou durante o internamento.

Nem eu e muito menos a minha imperatriz calculávamos o que o nosso amigo de brancas cãs nos queria dizer assim de tão importante que fez-nos juntar a nós e a sua família. Pedro nos chamou para junto da sua cama e respirou fundo e disse algo que só encontramos paralelo na Bíblia:

- Minha querida família e amigos eu no tempo em que estive internado pensei em muita coisa que fiz na minha vida em especial na juventude e aproveitando a vossa presença aqui para vos dizer uma coisa .

- Que coisa nos quer dizer ? Perguntou a sua irmã Helena.

- Bem, em parte tem a ver contigo ?

- Como assim ?

- Tem a ver com o teu filho mais novo e resolvi a perdoar tudo que ele me fez.

Nem eu ou a minha rainha entendemos o que o nosso amigo resolveu fazer, mesmo depois do que ele provocou ainda da a outra a face àquele animal, das duas uma: o nosso amigo Pedro foi muito parvo ou muito corajoso para dar essa resposta surpreendente ao seu sobrinho renegado. E não contente voltou a carga:

- Quero que ele seja aceite por todos nós, independentemente de que nos fez no passado.

- Mas Pedro o que lhe fez está nos limites do imperdoável, disse a minha princesa doce; mas Pedro respondeu logo de seguida:

- Para vocês pode estra mas tive pessoas que fizeram coisas muito piores e depois eu me deixie levar por simples fotos de alguém morto e enterrado na minha vida, ambos erramos e só tínhamos que pedir perdão um ao outro. 

Com essas palavras o nosso amigo nos deixou surpreendidos e indecisos se haveriamos de convidar o sobrinho pródigo para a nossa boda ou não e começamos a olhar um para outro até o nosso idoso amigo dar a resposta certa:

- Se vocês se lembrarem dos vossos tempos de catequese, devem-se lembrar da parábola do filho pródigo que é perdoado pelo pai ?

- Sim nos lembramos , e depois ?

- Com o meu sobrinho temos que fazer o mesmo.

- Mesmo depois daquilo que ele lhe fez ?

- Sim mesmo apesar de tudo.

Eu e o meu amor ficamos de boca aberta com a atitude do nosso idosos amigo que era lgo que com toda a certeza nunca haveriamos de fazer com alguém como o sobrinho pródigo; dado as atitudes que seu sobrinho pródigo teve foram imperodoáveis e foram tomadas com quem lhe pagou os estudos que tem o que ainda torna mais imperdoável tais atitudes.

Nós tínhamos tido um dia mais que fatigante que deixou quase fora de combate e essa atitude inusitada do nosso amigo precisava da opinião de alguem mais expreintes como os nossos pais porque essa atitude estranha do nosso amigo de brancas cãs , não se entende.

O que não se pode negar e é um um facto provado é que estamos a assistir a repeitição da parábola do filho pródigo que eu e a minha princesa aprendemos na catequese, mas tal atitude jamais teriamos tomado com mesmo sangue frio que o nosso amigo teve.

Acabei por levar a minha impertatriz a sua casa me despedindo dela com um vulcânico e longo beijo, mas apesar da nossa fadiga e acabei por entrar na sua casa da minha imperatriz e bebemos um revigorante chocolate quente seguido pelo jantar, ambos feitos pela minha rainha, mas a noite não tinha ainda acabado para nós.

E acabamos a noite no quarto das mil delícias da minha rainha, mil delícias que só nos dois saberiamos quais eram e que nos iriam fazer chegar ao nirvana dos mil sentidos fundidos num só e mísitico sentido que nos fez subir para além da sétima esfera celeste, para muito mais alto que o sétimo céu.

publicado por tron às 13:11

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2 comentários:
De gaivota da ria a 8 de Setembro de 2006 às 00:03
Sim senhor! Um novo capitulo, já não era sem tempo! E o romance continua! Ainda bem :)
De guiga a 19 de Setembro de 2006 às 09:20
Obrigada pela visita ao meu cantinho!
Grandes histórias!

*.*

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